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Projeto PATTERN facilita monitorização das redes de sensores sem fios

ISEP

A FCT avaliou os resultados do projeto com uma apreciação bastante favorável.


As redes de sensores sem fios (RSSF) têm crescido exponencialmente, sendo aplicadas em muitos aspetos do quotidiano dos cidadãos, nomeadamente na automação das habitações, na agricultura, nas infraestruturas inteligentes ou em serviços de monitorização de saúde. O projeto PATTERN incidiu precisamente sobre esta temática, visando facilitar as tarefas de monitorização das RSSF e aprofundar o seu cariz multidisciplinar. Apesar de a conclusão do trabalho datar do ano de 2015, importa apresentar uma retrospetiva do mesmo, uma vez que atesta os serviços de qualidade e rigor científico do Instituto Superior de Engenharia do Porto.

O PATTERN (sigla de Programming Abstractions for Wireless Sensor Networks) beneficiou de financiamento da Fundação da Ciência e Tecnologia no total de cerca de 148 mil euros. “O principal objetivo residia na facilitação da programação das RSSF, com o intuito de serem utilizadas de forma independente por várias pessoas ao mesmo tempo e sem conhecimentos especializados sobre RSSF”, explica Nuno Pereira, docente e investigador responsável.

O projeto ajudou a fomentar ainda mais a dinamização das redes de sensores sem fios, bem como a respetiva implementação na vida prática, de tal forma que possibilita a criação de aplicações multidisciplinares por parte de usuários independentes. Durante cerca de dois anos de investigação, procurou-se também fornecer diversas soluções de gestão das RSFF e a redução do consumo de recursos ao dispor.

“Este trabalho incluí alguns cenários concretos de aplicação âmbito da automação de edifícios, idealizados com a ajuda de uma empresa parceira, a ISA, de Coimbra". De facto, as redes de sensores sem fios "permitem reunir uma série de informações sobre os edifícios, nomeadamente ao nível da temperatura, da energia elétrica ou da presença de pessoas". Desta forma, e através de uma interface que tira partido do ambiente de programação desenvolvido durante o projeto, é possível "definir múltiplas aplicações que tiram partido da mesma RSSF". Por exemplo: um segurança pode definir uma aplicação que utiliza dados dos sensores de movimento para enviar alarmes "ao mesmo tempo que um utilizador normal do edifício utiliza potencialmente os mesmos sensores para definir estratégias de climatização", afirma Nuno Pereira.

“O balanço é francamente positivo. Creio que os resultados alcançados são relevantes, tendo cumprido e/ou excedido, inclusive, aquilo que era expectável no início do projeto. A colaboração na formação de investigadores, tanto em doutoramento como em mestrado, foi muito importante e permitiu definir mais trabalhos (de doutoramento e mestrado) para o futuro. Assim como ter contribuições de colaboradores de universidades de grande relevo, como, por exemplo, a Universidade de Cork, na Irlanda e do Massachussets Institute of Technology, nos EUA”, conclui.

Autor

miguel.carvalho@sc.ipp.pt

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