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Parque da Asprela inaugurado

Presidência

Com a abertura do Parque da Asprela — um esforço comum entre autarquia, Politécnico do Porto e Universidade do Porto — a cidade ganha um novo espaço verde


Projetado pelo arquiteto paisagista Paulo Farinha Marquesa, o Parque Central da Asprela abriu-se oficialmente à cidade no passado domingo, 20 de março. O mais recente espaço verde da cidade espraia-se por mais de seis hectares, dispondo de mais de dois quilómetros de percursos pedonais/cicláveis acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida.

A inauguração contou com a presença do Ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, do Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, do Presidente do Politécnico do Porto, João Rocha, e do Reitor da Universidade do Porto, António de Sousa Pereira, além de outros dignatários como vereadores e o presidente da Assembleia Municipal.

O Parque da Asprela localiza-se no coração do campus universitário desta zona da cidade, onde se concentram, além de prédios habitacionais, vários equipamentos do ensino superior — o Politécnico do Porto tem aqui o Instituto Superior de Engenharia do Porto, a Escola Superior de Educação, a Escola Superior de Saúde e o PORTIC - Porto Research, Technology & Innovation Center.





Ao fim de anos de avanços e recuos, o Parque da Asprela tornou-se, enfim, uma realidade, "fruto de uma visão conjunta e ambiciosa por parte de três instituições de relevo da cidade", sublinhou Rui Moreira. "Este é um sinal claro de que é possível trabalhar em conjunto em prol de diversos públicos e com a certeza de que o resultado final é melhor do que a soma individual das suas partes", disse ainda.

Este parque foi desenhado com recurso a Nature-Based Solutions, o que lhe permite, em alturas de elevada pluviosidade, tornar-se numa grande bacia de retenção com capacidade para dez mil metros cúbicos de águas pluviais. Isto irá impedir inundações, nomeadamente na linha de metro, o que acontecia com alguma frequência. Paralelamente, é garantida a regularização fluvial da Ribeira da Asprela, com uma extensão total de 594 metros.





O Presidente do Politécnico do Porto, João Rocha, optou por destacar a importância e o envolvimento das instituições que fizeram nascer o novo pulmão verde da cidade. "Quando trabalhamos em conjunto é possível fazer mais e melhor. Aqui está um bom exemplo disso mesmo. Passamos de uma zona degradada, com alguns problemas de insegurança, criando uma solução que permite não só a prática desportiva e de lazer, com melhores condições de segurança para todos os que aqui trabalham e residem", sublinhou.

António de Sousa Pereira, Reitor da Universidade do Porto, enalteceu a promoção da qualidade urbana, ambiental e paisagística da cidade. "O parque cumpre todos os seus propósitos, servindo cabalmente a cidade e as suas Instituições de Ensino Superior. A Asprela vê renovada a sua centralidade, agora com mais qualidade de vida e, por isso, com maior capacidade de atração de moradores, serviços e comércio", garantiu.





A obra teve um investimento próximo dos 1,6 milhões de euros, parcialmente financiados pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente, que cedeu um milhão de euros através da rubrica Adaptação às Alterações Climáticas - Recursos Hídricos; e a empresa municipal Águas e Energia do Porto disponibilizou boa parte do restante (519 mil euros).

A inauguração ficou ainda marcada pelo descerramento de uma placa de homenagem a António Cardoso, professor catedrático da FEUP e vice-reitor da Universidade do Porto, falecido em janeiro último, ligado aos pelouros do Património Edificado e Sustentabilidade.



Fotografias por Miguel Nogueira/Câmara Municipal do Porto

Autor

GCDI | P.PORTO

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