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P.PORTO subscreve Pacto do Porto para o Clima

Presidência

O Pacto do Porto para o Clima, que conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República, foi oficialmente lançado na Casa do Roseiral


A pensar no bem-estar das atuais e, sobretudo, nas futuras gerações, o Politécnico do Porto posiciona-se como um agente de mudança em prol do desenvolvimento sustentável e foi nesse enquadramento que subscreveu o Pacto do Porto para o Clima, promovido pela autarquia, que visa um compromisso comum: a defesa do presente e do futuro do planeta no que às alterações climáticas diz respeito.

Numa cerimónia onde esteve também o Ministro do Ambiente e da Ação Climática, o Presidente do Município, Rui Moreira, enalteceu o compromisso assumido por entidades de áreas tão diversas como a academia, a justiça, a educação, a indústria, as telecomunicações, a construção, os transportes, as organizações não-governamentais, o terceiro setor, o desporto, a ciência, a saúde ou a cultura, frisando que “é tempo de agir e de tomar medidas disruptivas e visionárias, transformadoras e ambiciosas, que minimizem drasticamente as emissões de gases com efeito de estufa e nos permitam continuar a acreditar num mundo melhor para os nossos filhos e netos”.

Além de impulsionador do Pacto para o Clima, o Município anunciou um pacote de incentivos onde se inclui a redução do valor de IMI, a pagar pelos proprietários que apostem na produção de energia renovável, e no investimento de seis milhões de euros destinadas ao combate à pobreza energética de edificados.

Para o Presidente do Politécnico do Porto, Paulo Pereira, esta iniciativa reflete as preocupações do P.PORTO e do Programa de Ação aprovado pelo Conselho Geral. “O P.PORTO tem o objetivo de atingir a neutralidade carbónica em 2030, sendo que até final de 2026 deverá garantir uma redução de gases com efeito de estufa na ordem dos 70% e uma de captação de carbono na ordem dos 20%”, referiu o Paulo Pereira. Este objetivo será concretizado através de uma estratégia multidimensional, seja no estabelecimento de critérios para a implementação da Estratégia Europeia sobre Plásticos, ou de uma implementação de uma política de incremento da eficiência energética dos edifícios/consumo energético, da promoção e disponibilização de veículos não poluentes, de uma implementação de políticas para a redução do consumo de água, ou a alteração dos normativos legais de consumos de energia no nosso campus.

Uma instituição de ensino superior tem uma responsabilidade social acrescida”, afirma Paulo Pereira notando como é crucial incutir nos estudantes uma cultura de responsabilidade e sustentabilidade ambiental. “É necessário cultivar esta visão, de forma presente e vivida, dentro das nossas instituições", defende, acrescentando como a preocupação com a eficácia, com a rentabilização dos recursos do planeta, “com um tratamento mais concordante com um conjunto de valores daquilo que é a nossa casa comum” é um dos grandes desafios da instituição.

Na cerimónia de lançamento público do pacto, Rui Moreira anunciou ainda o lançamento do Porto Energy Hub, em linha com o trabalho já realizado, o qual “possibilitou a distinção da Comissão Europeia para que o Porto tome parte no restrito lote das 100 cidades europeias na Missão “Cidades Inteligentes e com um Impacto neutro no Clima”.

Autor

GCDI | P.PORTO

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