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Não dizer é não existir | Jornal de Notícias

3 de junho


Obama foi a Hiroshima: abraçou um sobrevivente, apelou a um Mundo sem armas nucleares e falou das decisões difíceis que se colocam a quem governa. Entre as palavras ditas, sentidas, e a ação fica o hiato necessário à salvaguarda da gestão dos interesses americanos no Pacífico e seus aliados, segundo os ditames da geopolítica mundial com os seus compromissos estratégicos (comerciais, financeiros) e cumplicidades conjunturais. O reforço ao armento nuclear - como o que ocorre atualmente nos EUA, China, Coreia do Norte, Rússia - é-nos sempre legitimado na lógica primária do jogo do empurra em que cada um tem a "decisão difícil" de fazer face ao poderio do outro. Será assim tão básica a real politics? O que levou, de facto, ao lançamento das bombas em agosto de 1945, a um mês do fim da guerra?

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Autor

miguel.carvalho@sc.ipp.pt

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