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Morreu Raquel Seruca, docente e investigadora do i3S

Presidência

Figura proeminente da ciência nacional, reconhecida pelo seu trabalho de investigação do cancro gástrico, Raquel Seruca faleceu aos 59 anos


Investigadora do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) e professora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), Raquel Seruca era reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho no campo da genética do cancro gástrico e uma das grandes impulsionadores do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup).

Nasceu no Porto, em junho de 1962, e licenciou-se, em 1986, em Medicina pela FMUP, onde também se viria a doutorar. Foi ainda bolseira de investigação no Departamento de Genética Humana da Universidade de Groningen, nos Países Baixos, em 1998.

Para além de coordenar o Grupo de Genética do Cancro do i3S, Raquel Seruca foi provedora e vice-presidente do Ipatimup, cargo que desempenhava até à atualidade, e autora de mais de 260 artigos publicados nas mais prestigiadas revistas científicas do mundo. Exerceu ainda funções como membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, entre 2009 e 2013.

Recebeu a insígnia de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 2009, e a Medalha de Ouro de Mérito Científico da Câmara Municipal do Porto, em 2014. Para além de ter sido galardoada diversas vezes pela Sociedade Portuguesa de Genética Humana, Raquel Seruca conquistou o prémio Benjamin Castelman Award USCAP, em 2001 e em 2012, e o Prémio Labmed em 2002 e 2003.

Mais recentemente, foi-lhe atribuído o prémio ACTIVA Mulheres Inspiradoras de Ciência 2021 pelo seu contributo no desenvolvimento do projeto do Porto Comprehensive Cancer Centre. Era também membro do conselho científico consultivo da associação norte-americana No Stomach for Cancer.

Raquel Seruca contribuiu ativamente para a genética do cancro gástrico. Em 2016 criou um método de diagnóstico a partir do padrão geométrico das células, definindo através de imagens de microscópio se o paciente teria risco de desenvolver cancro gástrico hereditário.

O funeral realiza-se esta terça-feira, dia 31, a partir das 15h, na Igreja de Cedofeita, no Porto.

Autor

GCDI | P.PORTO

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