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Fórum Politécnico debate o estado das artes e o ensino artístico

ESMAE

O P.PORTO e a ESMAE acolheram o Fórum Politécnico, em edição dedicada às Artes Performativas.


Esta edição do Fórum Politécnico — promovido pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) — foi organizada pelo Politécnico do Porto e decorreu na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE).

O debate incidiu sobre as artes performativas e o ensino artístico nas suas diferentes expressões e decorreu no Teatro Helena Sá e Costa no dia 26 de setembro. “Vamos analisar e pensar as artes em conjunto”, declarou Rosário Gambôa, Presidente do Politécnico do Porto.

A ESMAE foi o exemplo incontornável. Equilibrada com a visão do Politécnico do Porto como uma instituição "aberta, interventiva e em comunicação com a sociedade civil e as instituições culturais", a ESMAE participa de forma sistemática na dinamização artística da cidade, com os seus vários festivais e múltiplas expressões artísticas. A ESMAE, asseverou a Presidente, "não é só uma escola artística, pois aqui a criação artística faz parte integrante da aprendizagem do que é a arte e da efetiva formação", disse antes de concluir: "A criação só é possível numa cultura de experimentação, inovação e num ambiente que a fomente. A ESMAE é uma escola artística de excelência porque privilegia a criação. Não se ensina, cria-se. E é criando que se ensina.”

Estava dado o mote ao debate sobre as artes performativas, na operacionalização de iniciativas futuras e possíveis respostas a necessidades e objetivos específicos. Presentes na sala estavam atores relevantes do panorama artístico português, com projetos ligados à, ensino artístico, à música, teatro e dança.

A Sessão 1, dedicada à Música e Canto contou com a presença de Ângelo Lemos, do Politécnico de Lisboa, António Jorge Pacheco da Casa da Música, entre outros. A Sessão 2, subordinada ao Teatro e Dança contou, entre outros, com Tiago Guedes do Rivoli, Cláudia Marisa da ESMAE ou Júlio Cerdeira, estudante de Pós-graduação em Dança Contemporânea, constituindo esta uma oportunidade para conhecer melhor esta Pós-Graduação, dinamizada pela ESMAE e o Rivoli Teatro Municipal.

Por fim, debateu-se o ensino artístico na sua ligação à empregabilidade e tecido social, com a presença, por exemplo, de Tiago Rodrigues do Teatro Nacional D Maria II, ou Álvaro Correia da Escola Superior de Teatro e Cinema em Lisboa. Maria Fernanda Rollo, secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior encerrou a sessão.

António Augusto Aguiar, Presidente da ESMAE, garantiu que esta edição era também uma oportunidade para inovar os fóruns passados, contrariando o formato mais expositivo, intercalando as diferentes comunicações com performances e momentos musicais e convidando agentes culturais externos "que são parcerias efetivas da ESMAE, como a Casa da Música, o Teatro Nacional de S. João ou o Rivoli".

É também uma oportunidade para debater questões cruciais como a empregabilidade artística, "que não pode ser apenas interpretada num sentido numérico", mesmo porque nas artes ganha outra expressão. "Há muito que falar sobre a questão artística", concluiu.

Autor

gabriela.pocas@sc.ipp.pt

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