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Espaço Alumni | Mariana Magalhães

ESMAE

Atriz, criadora, revolucionária, pensadora. Assim se define Mariana Magalhães, alumni da ESMAE, a escola de Artes do Politécnico do Porto


Mariana Magalhães tem dificuldade em traduzir, por poucas palavras, o que a Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE) lhe ensinou. "O que aprendi está para além de uma palavra, de uma frase", explica. Diz ter aprendido muito sobre teatro, sobre representação e sobre os vários significados atribuídos à profissão de atriz — que é a sua.

"Aprendi técnica e teoria, mas principalmente aprendi sobre mim, sobre o que me rodeia, sobre o outro, sobre o respeito, sobre o amor, sobre o poder que exercemos sobre tudo o que nos envolve", sintetiza. Hoje, descreve-se como uma pessoa que procura a felicidade em todos os cantos do universo, exercendo sobre eles "a vontade constante de criar".

Fez Erasmus em Falmouth, uma pequena cidade na ponta mais sudoeste das ilhas britânicas, mas é da ESMAE que guarda as melhores recordações. Pelos momentos de euforia, pelas aulas e conversas com os professores, pelos copos brindados nas jam sessions, pelos amigos que fez — "alguns para a vida" —, pelos amores que "surgiram nas horas vagas", pelos momentos em que se apercebeu do seu crescimento enquanto ser humano, mesmo que pelo meio tivesse vivido momentos em que não sabia para onde ia.

Aos atuais estudantes da ESMAE recomenda abertura — "Estejam atentos e disponíveis a tudo o que a vida vos traz. Isto é mais um pedaço da vida, que vocês escolheram, ninguém vos obrigou. Orgulhem-se de dizer que esta é a vossa decisão" — e que aproveitem os anos de formação porque é tudo tão rápido que "nem te apercebes das rugas".

Mariana já teve a oportunidade de trabalhar com antigos professores dos tempos da ESMAE, o que considera "um privilégio enorme" porque "além de partilhar mais piadas" começou a vê-los como "seres humanos normais", mas sobretudo apercebeu-se de como "prestaram atenção ao meu percurso enquanto estudante". A alumni da ESMAE sempre trabalhou enquanto estudou ("tarefa árdua e de difícil conciliação"), de forma que a transição não foi tão abrupta, mas o mais importante é manter o espírito sempre curioso. "A curiosidade é gratuita, não a percas" porque é "sagrada para a tua continuação enquanto artista".

Sugestões, são as mais simples porque são sempre as mais verdadeiras e necessárias: "Muita dedicação, é necessário. Muito amor e paixão, é necessário. Muita provocação, é necessário. Muito trabalho, é necessário." Confessa que não se consegue "desconectar de tudo isso" porque "tudo faz parte do que sou hoje, agora — amanhã, serei outra coisa".

Autor

CCIC | P.PORTO

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