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CTeSP em debate no Politécnico do Porto

Presidência

O evento Peer Learning Activity on Short-Cycle Higher Education (SCHE), promovido pela EURASHE, realizou-se nos dias 19 e 20 de setembro no Politécnico do Porto


"Uma oportunidade para debater e partilhar experiências sobre a realidade dos Ciclos de Curta Duração". Foi assim que João Rocha, Presidente do Politécnico do Porto, abriu o debate promovido pela EURASHE, Associação Europeia de Instituições de Ensino Superior, subordinado ao tema Short-Cycle Higher Education (SCHE).

Esta parceria com o Politécnico do Porto, o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) realizou-se nos Serviços Comuns da Presidência do P.PORTO, nos dias 19 e 20 de setembro de 2019, com a presença do Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, o diretor-geral do Ensino Superior, João Queiroz, Pedro Dominguinhos, presidente do CCISP,  Michal Karpíšek, secretário-geral da EURASHE, entre outras entidades congéneres, nacionais e internacionais.  

Os Ciclos de Curta Duração ou, como designados em Portugal, Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) têm adquirido uma crescente importância no âmbito da qualificação do país, sendo um caso de sucesso nos Politécnicos de Portugal. Para Pedro Dominguinhos, "estes programas de formação fortemente aplicados, orientados não só para a empregabilidade como para a continuidade de estudos e o acesso ao Ensino Superior são uma mais-valia e um incremento na formação da população" - declara, acrescentando -  "estamos a criar oportunidades na sociedade". O Presidente do CCISP deu como exemplo o caso do Politécnico do Porto, que aumentou fortemente o número de CTeSP na sua oferta formativa.

Do ponto de vista governamental João Sobrinho Teixeira também defende a relevância destes cursos na qualificação superior da população. Para o Secretário de Estado é imperativo apoiar e implementar a inovação no seio dos CTeSP, acabando com visões estigmatizadas e elitistas no ensino superior: "o mundo é cumulativo, e estamos [com estes cursos] a somar competências, a promover a igualdade social, as migrações sociais, a ligação às empresas e a empregabilidade".

O debate permitiu compreender a crescente importância destes ciclos, não apenas em contexto nacional, mas sobretudo, em contexto internacional. Michal Karpíšek, fez uma panorâmica do contexto europeu e do contributo dos cursos de curta-duração para a própria perceção que temos das instituições de ensino superior do futuro: "O paradigma mudou. A visão que temos hoje das instituições de ensino superior mudou e conceitos como inclusão, flexibilidade, inovação, diversidade, educação para todos - e ao longo da vida - passaram a ser algumas das palavras-chave associadas ao ensino superior."

Para o representante da EURASHE o mercado de trabalho atual exige qualificações transversais, que combinam competências práticas com académicas, articulando esta ideia à visão da Associação,  cuja missão passa por promover os interesses da educação profissional superior europeia. Michal Karpíšek identifica ainda muitas resistências, na acreditação dos cursos,no reconhecimento de Bolonha ou mesmo no posicionamento de um perfil identitário.

O debate foi também uma oportunidade para conhecer e comparar o panorama português (exposto pelo diretor-geral do Ensino Superior, João Queiroz), com o exemplo irlandês e esloveno, contextos onde estes cursos têm vindo a sofrer diferentes tipos de pressão e reconhecimento.

Autor

CCIC | P.PORTO

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