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Projeto PPIN liderado pelo P.PORTO

Presidência

Politécnico do Porto lidera um projeto no âmbito da internacionalização da rede politécnica, com um investimento superior a 1,8 milhões de euros


“Polytechnics International Network” (PPIN) é o nome do gigantesco projeto liderado pelo Politécnico do Porto, que envolve 14 instituições politécnicas e representa um investimento de cerca de 1,8 milhões de euros, resultado de uma candidatura ao Sistema de Apoio a Ações Coletivas do Portugal 2020.

O projeto define o estabelecimento de uma rede presencial de ensino superior no estrangeiro, estreitando a relação com as empresas e reforçando a captação consistente de estudantes internacionais, "uma tendência crescente, verificada durante os últimos anos" - frisou o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Pedro Dominguinhos, na sessão de apresentação do projeto realizada ontem, dia 8 de julho, na Escola Superior de Tecnologia e Saúde de Coimbra (ESTeSC) do Instituto Politécnico de Coimbra.

João Rocha, presidente do Politécnico do Porto, salientou “a novidade deste projeto: o facto de ser um veículo de promoção dos politécnicos, tendo como objetivo último a captação de estudantes e de empresas internacionais”.

“Que este seja um veículo de envio de estudantes também para as empresas que se queiram envolver”, afirmou, realçando que outro ponto importante deste “PPIN Project” passará pela “criação de uma rede de embaixadores dos politécnicos portugueses em todo o mundo, permitindo que, mesmo após a conclusão do projeto, continue a existir uma ligação aos politécnicos e que se possa continuar a divulgar o que aqui se faz de bom”.

Para conseguir este objetivo, a PPIN vai estabelecer uma rede presencial do ensino superior politécnico no estrangeiro, disponibilizando um sistema de informações em mercados estratégicos, identificados como prioritários. Falamos de mercados como os de Angola, Brasil, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Marrocos, Moçambique e Perú, onde serão estabelecidas redes de embaixadores do ensino superior politécnico, ao mesmo tempo que se estabelece uma lógica de interligação com as empresas. 

Para além das 15 instituições politécnicas, a rede tem como parceiros associados o CCISP, o Turismo de Portugal, o IAPMEI e dezenas de entidades empresariais, já que a iniciativa define o estabelecimento de uma articulação muito estreita com o tecido empresarial português, apoiando as empresas na sua própria internacionalização.

“Se olharmos para os setores que mais têm crescido, eles incorporam uma forte dinâmica de inovação e só há dinâmica de inovação se houver transferência de conhecimento e de tecnologia”, afirma Pedro Dominguinhos, acrescentando que “o objetivo é que haja uma estratégia articulada nesses mesmos mercados entre as empresas e as instituições politécnicas”. Esta estratégia segue a lógica de uma tendência de desenvolvimento observada nacionalmente: “a maioria das regiões do país são atualmente mais dinâmicas, mais qualificadas, com maior capacidade de atração de investimento, porque existem politécnicos nos seus territórios. E é este modelo que queremos replicar em mercados que consideramos prioritários, com benefícios, não apenas económicos, mas também, sociais e culturais”.

Isso implica também a participação conjunta em eventos internacionais, a realização de encontros nacionais de internacionalização e a recolha, tratamento e análise de informação no âmbito da internacionalização.

A construção de uma Plataforma PPIN permite a partilha de conhecimento e capitação sobre os mercados externos fornecendo à rede de internacionalização presencial a informação sobre as necessidades e vontades do tecido empresarial português apoiado pela excelência do Ensino Superior Politécnico Português. Esta Plataforma irá retroalimentar os membros da rede politécnica e o tecido empresarial português com informações sobre os mercados potenciais para projetos nas distintas regiões. Também permitirá a ancoragem de eventos virtuais. 

Autor

GCDI | P.PORTO

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