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Deputado da Comissão de Educação e Ciência do PSD defende Universidades Politécnicas

Presidência

Para António Cunha, a alteração da designação é um investimento na internacionalização das empresas e no progresso do país


O segundo debate do roteiro "Ensino Superior: Apostar no Futuro de Portugal", uma iniciativa promovida pela Presidência do Politécnico do Porto, decorreu ontem, no final da tarde do dia 5 de dezembroMarcada pela presença de um conjunto de individualidades e por vários deputados do PSD eleitos pelo Círculo Eleitoral do Porto, a sessão constituiu uma oportunidade de reflexão conjunta sobre a importância para o país das instituições do ensino superior politécnico poderem conferir o grau de doutor e alterarem a sua designação de “Institutos Politécnicos” para “Universidades Politécnicas".

O debate foi dinamizado pelo Presidente do P.PORTO, Paulo Pereira, pelo antigo Secretário de Estado do Ensino Superior, Pedro Lourtie, um dos principais promotores da Iniciativa Legislativa de Cidadãos relativa à “valorização do Ensino Politécnico nacional e internacionalmente", por João Pedro Pereira, Presidente da FNAESP, e por José Luís Gaspar, Presidente da Câmara Municipal de Amarante.


António Cunha, Coordenador da VIII Comissão de Educação e Ciência do PSD, e deputado pelo Círculo Eleitoral do Porto, foi um dos deputados que manifestou o seu apoio à iniciativa dos politécnicos outorgarem doutoramentos. "Esta sessão foi muito esclarecedora sobretudo num momento em que a Assembleia da República está a trabalhar esta temática", referiu, salientando que é de notar a enorme responsabilidade que instituições como o Politécnico do Porto têm no progresso do país, no desenvolvimento do tecido empresarial, na produção de conhecimento empírico.


Para o deputado, "de um ponto de vista pessoal parece-me mais do que justo que os politécnicos possam outorgar doutoramento e prosseguirem com o excelente trabalho que têm feito". "Isto só interessa ao país", acrescenta, considerando desnecessário haver ruído nesta discussão. "Temos de ser objetivos no entendimento do que é o melhor para o país", considerando uma injustiça os doutoramentos em parceria. "Temos de analisar de que forma esta realidade é equitativa e como [a possibilidade dos politécnicos outorgarem doutoramentos] confere igualdade de circunstâncias às nossas instituições de ensino superior."



Ainda no contexto do desenvolvimento socioeconómico do país, António Cunha destacou a importância da alteração da designação para universidades politécnicas "facilitando a captação de estudantes internacionais num momento em que a contração demográfica é uma realidade".


O Presidente da Câmara Municipal de Amarante 
manifestou o seu apoio às expectativas dos politécnicos, sublinhando como a autarquia e as empresas da região desenvolveram uma lógica de proximidade e colaboração muito profícua com o P.PORTO. "Num mundo cada vez mais global, em que queremos ser competitivos, deslocar o foco do território para fora da região e extravasar pela Europa, só o contributo de conhecimento especializado nos permite alavancar a região".

Para José Luís Gaspar, a alteração da designação é uma necessidade. "Basta olhar para o contexto europeu" e a questão da outorga dos doutoramentos torna-se crucial. "No que hoje foi debatido, já existem doutoramentos [nos politécnicos], mas com a necessidade de usar uma barriga de aluguer [a outorga é feita pelas universidades] e isso, infelizmente, é uma situação comum no país e que se deve alterar". "Esta discussão foi fundamental", concluiu, acrescentando que, "se desejamos ser europeus, temos de o ser em pleno direito".


Autor

GCI | P.PORTO

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