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Um campus da Música e Artes do Espetáculo para o centro da cidade

ESMAE

O Projeto Fábrica - Edifício D foi apresentado, dia 9 de novembro, à comunidade da ESMAE.


O Café-Concerto Francisco Beja foi pequeno para acolher uma comunidade de estudantes e docentes, interessados em conhecer melhor o projeto de requalificação do Edifício D, adquirido em 2001 pelo Politécnico do Porto. A assinatura do contrato para elaboração do mesmo decorreu no dia 17 de maio de 2017 e, a 9 de novembro, foi o momento de divulgar os pormenor deste projeto, contando para isso com a presença de António Augusto Aguiar, presidente da ESMAE, Rosário Gambôa, Presidente do Politécnico do Porto, e Ilídio Ramos, o arquitecto responsável.

"O Edifício D é a concretização do projeto que vai mudar a vida da ESMAE", declarou António Augusto Aguiar, na sessão de apresentação. "Uma escola com estas características, que alberga tantas pessoas, oferta formativa e criatividade vai finalmente encontrar um espaço justo para se expandir." Os constrangimentos estruturais do pólo 1 da ESMAE têm vindo a aumentar nos últimos anos. De facto, acrescenta o presidente, "a escola foi dimensionada para albergar cerca de 300 estudantes e neste momento somos 700". É por isso crucial termos as estruturas necessárias para cumprir a nossa missão, e este projeto vai desafogar e dar alento a toda a comunidade.

Telmo Marques, diretor do departamento de música, considera que o Edifício D cumpre as expectativas, sobretudo no que diz respeito às aulas práticas de música. "A escola tem muito potencial, tem vontade de expandir e a contração atual, enquanto edifício e estrutura, começa a notar-se. O projeto vai ajudar a colmatar esse problema." Também Teresa Queirós, estudante do 3.º ano da licenciatura de canto, frisa iguais dificuldades, sobretudo para o estudo individual. Considera que este é um projeto que visa cumprir as necessidades da escola e portanto foi importante ouvir o arquiteto expor o projeto e sobretudo "perceber que vão existir mais salas de estudo e que estas estão a ser adaptadas às condições e especificidades de cada instrumento".

Este projeto é realizado de forma colaborativa e participada, tendo sido crucial a intervenção do Gabinete de Estudos e Projetos e do arquitecto José Prata da ESMAE, cujo trabalho é precisamente o de especificar edifícios ligados às artes de espetáculo. "O processo, desenvolvido pelo gabinete numa segunda fase", declara José Prata, "vem responder de forma pragmática e objetiva à escassez de espaços identificado", notando como "a escola cresceu muito nos últimos anos, fruto também do seu próprio sucesso". O objetivo, conclui, é não parar por aqui: "Podemos falar de um campus para as artes no futuro. O Edifício D é uma parte dos espaços adquiridos, pois há também o (futuro) edifício E, constituído por casas contíguas a esta estrutura e que farão parte do desenho do campus futuro da ESMAE."

O arquiteto Ilídio Ramos sublinha o caráter pragmático e operacional deste projeto, cujo desenho original era de caráter industrial.  Questionado relativamente à inserção de um projeto desta dimensão no recorte da cidade, o arquitecto considera fundamental esta vontade do P.PORTO e da ESMAE "resistir e crescer aqui, no centro da cidade", concluindo que "é preciso que o centro do Porto tenha programas com estas características, ligados à educação e cultura".

Autor

gabriela.pocas@sc.ipp.pt

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