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Estratégias internacionais para 2018/2022

Presidência

Artigo de opinião de José Carlos Quadrado, Pró-Presidente para a internacionalização do Politécnico do Porto


O Politécnico do Porto (P.PORTO) assume a responsabilidade de ser uma das maiores instituições de ensino superior a nível nacional, quer em número de estudantes, quer em número de mobilidades, quer em número de projetos no âmbito do Erasmus+, e continuará a cumprir a sua missão enfocada numa dupla capacidade de externalização do ensino e do conhecimento procurando simultaneamente a promoção da internalização de novos públicos.

A UE, através do Erasmus+ apoia intercâmbios internacionais, não só de estudantes e funcionários mas investigadores e académicos, através de uma cooperação estruturada entre IES e autoridades públicas em diferentes países. O objetivo é criar novas oportunidades para as pessoas no ensino superior aprenderem umas com as outras através das fronteiras nacionais e trabalharem juntas em projetos conjuntos para desenvolver uma boa aprendizagem e ensino, realizar excelentes pesquisas e promover a inovação.

É crucial a ligação Ensino Superior e Investigação & Inovação no desenvolvimento individual e da sociedade. A Europa necessita de capital humano altamente qualificado para criar emprego, crescimento económico e prosperidade. O nosso objetivo passa por reforçar a posição institucional no âmbito do Erasmus+, nomeadamente pelo envolvimento e liderança de projetos específicos deste programa, assegurando o envolvimento de todas as escolas do Politécnico do Porto.

Este desígnio é conseguido quer através da liderança de projetos de ICM (International Credit Mobility) enfocados em regiões fora da UE, quer através do estabelecimento de Parcerias Estratégicas internacionais que permitam posicionar Portugal e o P.PORTO nos consórcios que lideram as transformações nos domínios de excelência que possuímos, quer através da incorporação de Boas Práticas internacionais (Capacity Building) que garantam um crescimento homogéneo de toda a situação.  Este último ponto é aliás um dos desenvolvimentos em que procuramos ser referência internacional. Para além destas ações o P.PORTO integra o Consórcio Erasmus NOW Portugal, gerido pela APNOR, que procura fomentar a empregabilidade de estudantes e recém-graduados através de estágios Erasmus+, reforçando a aproximação ao tecido empresarial com parceiros no mercado de trabalho do Norte de Portugal e apostando na colaboração com outros Consórcios e empresas ao nível Europeu. As vantagens inerentes a este Consórcio integra-se numa estratégia de promoção da empregabilidade. Por isso procuramos igualmente consciencializar o tecido empresarial para a necessidade de apoiarem estas mobilidades e reforçar esta vertente tão importante para o desenvolvimento futuro das empresas.

Por fim, e conscientes que as vantagens do Erasmus + não são as tangíveis, (que derivam dos programas internacionais ou outras medidas) mas sim as que derivam das soft skills, que se adquirem, competências estas cada vez mais atraentes para o atual mercado de trabalho, acreditamos ser proveitoso que parte significativa de estudantes tenha a oportunidade de efetuar mobilidade alargando a sua compreensão de distintas realidades. Estamos convicto que, enquanto as novas gerações não sentirem as desigualdades entre regiões não poderão contribuir significativamente para a sua resolução. Também para docentes e funcionários do ensino superior, acredito que deveria ser obrigatória a sua mobilidade, reforçando a generalização da mobilidade para todos. Só poderemos ter quadros de alto nível quando periodicamente expostos às distintas realidades internacionais no seu domínio de conhecimento.

O Erasmus+ sofrerá seguramente algumas mudanças quando for reenquadrado no próximo programa quadro da UE que se aproxima. A expectativa é a de que o estado Português procure junto de quem vive este programa, informar-se sobre as experiências bem-sucedidas e pugne para incorporar no referido programa quadro as diretrizes que possam abrir novos caminhos para um “admirável mundo novo” do Erasmus que se quer ++.

Autor

José Carlos Quadrado

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