A abertura foi realizada pelo Presidente do P.PORTO, Prof. Doutor Paulo Pereira, o qual salientou “apesar de excelente trabalho na formação dos mais jovens, existe uma lacuna na formação dos adultos, sendo que o OCA apoiará o desenvolvimento de políticas que garantam um melhor alinhamento dos desafios futuros e as competências e capacidades dos adultos.”
Um dos momentos centrais do encontro foi a intervenção da Doutora Cláudia Tamassia, do Departamento de Educação e Competências da OCDE, que trouxe uma perspetiva internacional sobre os desafios da qualificação de adultos. Os dados apresentados reforçaram a importância estratégica da educação de adultos em Portugal, evidenciando que níveis mais elevados de escolaridade estão associados a maior literacia, maior empregabilidade — com 95% dos adultos com competências avançadas empregados — e salários mais elevados. A aprendizagem ao longo da vida foi destacada como uma necessidade fundamental, cabendo ao Ensino Superior um papel central neste percurso.
A sessão ficou marcada pela apresentação do OCA, uma nova estrutura dedicada à análise e valorização das competências da população adulta, com a presença da sua Comissão Instaladora: Professor Luís Rothes, Professor João Queirós e Dr. Paulo Ferraz.
Para o Professor Luís Rothes, “a educação de adultos é o maior desafio educativo que temos atualmente em Portugal”. O Professor João Queirós fez apresentação da estrutura formal do OCA, salientado já dois projetos que estão em curso, um no âmbito do PLANAPP e outro pelo Programa Impulso Adultos, ambos financiados pelo PRR.
Já o Dr. Paulo Ferraz sublinhou que o OCA representa uma resposta relevante do P.PORTO, constituindo um contributo diferenciador para o desenvolvimento de Políticas Públicas nesta área.
Seguiu-se um Painel de Debate moderado pelo Dr. Manuel Molinos (Jornal de Notícias), que reuniu representantes do PLANAPP, Dra. Catarina Pereira, PESSOAS 2030, Dr. Joaquim Bernardo, e da AEP, Dra. Susana Pimentel, promovendo uma reflexão alargada sobre educação, políticas públicas e mercado de trabalho. Em termos de grandes conclusões o painel identificou os seguintes desafios futuros: 1) Promover o acesso à formação sobretudo junto dos grupos mais vulneráveis; 2) A educação e formação como processo essencial de inclusão social; 3) a necessidade na manutenção de financiamento neste domínio (ex. Centros Qualifica); 4) a necessidade de estabelecer u processo de reconhecimento das formações de emigrantes.
O OCA afirma-se, assim, como um instrumento essencial para compreender e promover as competências dos adultos, reforçando o papel do P.PORTO no desenvolvimento social e económico do país.


