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Volta ao Conhecimento

Porque a Volta a Portugal tem Ciência, de 27 de julho a 7 de agosto.


A Volta a Portugal em bicicleta, cuja 78.ª edição começa hoje, dia 27 de julho com o prólogo em Oliveira de Azeméis, tem-se imposto como evento desportivo único, próximo e partilhado por todos, cumprindo uma travessia do país que é, afinal, um percurso e veículo de aprendizagem do território, das paisagens, das pessoas, da sua cultura e das suas tradições, transformando-se numa viagem singular de conhecimento do país.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior pretende acompanhar a prova rainha do ciclismo nacional com uma Volta ao Conhecimento, uma iniciativa desenvolvida em conjunto com a Volta a Portugal e a RTP, e com a colaboração das instituições de Ensino Superior, CRUP e CCISP, e da ANI.

Com esta iniciativa pretende-se:

  • Promover o conhecimento do território português, do seu património cultural, natural, científico e tecnológico;
  • Estimular a aproximação entre as instituições de ensino superior e os territórios onde estão inseridas;
  • Acentuar a importância da formação e do conhecimento, indispensáveis à utilização responsável dos recursos naturais e à preservação e fruição da natureza, reforçando a consciência e o envolvimento dos cidadãos;
  • Valorizar a afirmação das regiões como contextos de conhecimento, aproximando comunidades e criando ambientes propícios à inovação social, científica, económica e cultural.

    Volta ao Conhecimento será desenvolvido através de múltiplas plataformas:

    • O portal www.voltaaoconhecimento.pt reunirá e disponibilizará os conteúdos de base científica em torno de dez etapas com conhecimento, tendo em conta as especificidades do território e o seu contexto científico, tecnológico e cultural. A partir destes conteúdos percebemos porque é que estamos a falar de ciência, porque é que é feita em determinados territórios e para quem é feita. Os conteúdos estarão agregados nas seguintes categorias: história, património, música, literatura, inovação, território, ambiente e paisagem, gastronomia, artes e ofícios, saúde e desporto;
    • O programa Há Volta, da RTP, contará com a presença de cientistas das instituições de ensino superior portuguesas que ajudarão a contar, a conhecer e a interpretar o território através da ciência, dando exemplos concretos de projetos desenvolvidos na região correspondente a cada uma das etapas.

      De facto a Volta tem ciência: no norte, dos têxteis técnicos e inteligentes que equipam os atletas e dos novos materiais que compõem as bicicletas, às gaitas de foles e à produção de cogumelos em Trás-os-Montes, passando pela biodiversidade do Parque Natural da Peneda-Gerês; as novas aplicações da madeira, a investigação colaborativa com cooperativas agrárias, ou a regeneração de lesões que afetem o tecido ósseo e a pele, na Beira Interior; no Litoral Centro, a modelação 3D do canhão da Nazaré, a biotecnologia marinha ao serviço da valorização agroalimentar, e o desenvolvimento de aquários para aquacultura; e, por fim, os estuários do Sado e do Tejo, e a zona ribeirinha de Lisboa, onde a Volta termina com vista para a ponte 25 de abril, quando passam 50 anos da inauguração desta obra de engenharia (inaugurada a 6 de agosto de 1966).

      A ciência está presente ao longo do percurso das etapas. Na sua história e património, na tecnologia que desenvolve e produz os equipamentos, que acompanha as suas exigências no plano da saúde, da performance e também no ambiente, nos espaços, nas culturas, nas fábricas que compõem as paisagens.

Autor

miguel.carvalho@sc.ipp.pt

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