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Professores da ESS desenvolvem meias que previnem entorses

ESS

Criadas por Diogo Silva e Alexandre Lopes, docentes da ESS, escola de Saúde do P.PORTO, as PST protegem o tornozelo de atletas e não atletas


Investigar e adaptar são recursos que através do processo de inovação conseguem apresentar novas conceções e é nesta realidade que nasceu este projeto: uma meia desportiva optimizada para a prevenção de entorses da tibiotársica, a Prevent Sprain Technology (PST), hoje patenteada em 143 países.

Este projeto junta os fisioterapeutas Diogo Silva e Alexandre Lopes, docentes na Escola Superior de Saúde (ESS) do Politécnico do Porto, e investigadores no Centro de Investigação em Reabilitação, e a empresa CM Socks - Peúgas Carlos Maia, uma das mais reconhecidas empresas da Europa na produção de meias.

A importância de intervir na prevenção da entorse do tornozelo é sustentada pelos estudos que colocam este tipo de lesão como a mais frequente em vários desportos, coletivos e individuais, bem como nos não atletas. Esta é uma lesão com uma elevada taxa de recidivas, podendo em cerca de 40% dos casos conduzir à condição clínica de Instabilidade Crónica do Tornozelo. A sua prevalência assume valores preocupantes em todo o mundo, sendo transversal a todos os níveis competitivos, idades e sexos.

Este produto tem vantagens relacionadas à prevenção de entorse de tornozelo através de uma dupla estabilização (passiva e ativa). A estabilização passiva será obtida pela orientação específica das fibras que as compõem, que contrariam o mecanismo de lesão (inversão e/ou supinação). Por outro lado, a estabilização muscular ativa será obtida pelas diferentes pressões e elasticidades do material que estimularão recetores sensoriais específicos da pele, aumentando assim as informações aferentes para o sistema nervoso central, facilitando a ativação muscular intrínseca dos principais músculos que controlam ativamente o mecanismo de lesão.

Foram realizados diversos estudos de campo (praticantes profissionais e amadores, masculinos e femininos de diversas modalidades), mas também laboratoriais, estando neste momento a ser utilizadas por jogadores de elite em Portugal das seleções de voleibol, andebol, futebol, futsal e atletismo.



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Autor

CCIC | P.PORTO

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