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20 parceiros internacionais debatem o projeto LAPASSION

ISEP

A 4.ª reunião de gestão do LAPASSION, projeto liderado pelo Politécnico do Porto, decorreu entre os dias 18 e 22 de junho


Depois de Santiago de Chile, chegou a vez do Porto acolher a reunião intercalar do projeto LAPASSION (Latin-America Practices and Soft Skills for an Innovation Oriented Network) com a presença de vários parceiros internacionais, nomeadamente da Finlândia, do Uruguai e do Brasil. 

Financiado pelo programa Erasmus+, na Key Action Cooperation for innovation and the exchange of good practices, ação Capacity Building in Higher Education, o LAPASSION envolve mais 14 parceiros de Portugal, Espanha, Finlândia, Brasil, Chile e Uruguai. É o maior projeto do Politécnico do Porto no Erasmus+, com um financiamento de cerca de um milhão de euros, e visa o desenvolvimento de projetos multidisciplinares por parte de grupos de estudantes de vários graus académicos, áreas e países.

O responsável pelo projeto, Carlos Ramos, é professor do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) e investigador do Grupo de Investigação em Sistemas Inteligentes em Engenharia e Computação para a Inovação e Desenvolvimento (GECAD).

Reitores, coordenadores, mentores e docentes discutiram durante três dias e analisaram o desenvolvimento dos projetos multidisciplinares em curso. As sessões decorreram no ISEP e na Associação Empresarial de Portugal (AEP), um dos parceiros portugueses.

Este ano foram já apresentados três lotes de projetos, em São Luís do Maranhão e Uberaba, no Brasil, e em Montevideu, no Uruguai. A tipologia do programa determina que durante dez semanas os estudantes sejam divididos em grupos, orientados por equipas de diferentes instituições desenvolvendo projetos pluridisciplinares com o objetivo de responder a vários desafios propostos.

"A metodologia aplicada a cada projeto é o design thinking, explica o coordenador do LAPASSION, mencionando que o programa foi criado essencialmente com o objetivo de transportar "boas práticas" presentes na Europa para a América Latina." Carlos Ramos destaca, como exemplo, a metodologia do trabalho em grupo, "muito desenvolvida na Europa, sobretudo em projetos multidisciplinares".

"Instituições de Ensino Superior no Chile, Uruguai e Brasil começaram a introduzir essas boas práticas", refere, destacando que em paralelo dá-se a apresentação dos projetos de estudantes: "Em dez semanas temos assistido a resultados surpreendentes e muito inovadores. Temos visto projetos em conjunto com empresas do setor alimentar, ou articulados com o governo com o objetivo de desenvolver o índice de desenvolvimento humano, ou ainda orientados para a qualidade de vida da população sénior."

Com uma exemplar avaliação intermédia do programa Erasmus, Carlos Ramos considera o projeto muito ambicioso, no entano, "quando avaliamos os resultados verificamos que o projeto ultrapassou em muito as expectativas iniciais”.

De sublinhar a "experiência sentida pelo próprio estudante", refere o coordenador, “os estudantes sentem-se desafiados e encorajados a inovar, chegando mesmo a indicar o LAPASSION como a melhor experiência académica que tiveram”.

Autor

CCIC | P.PORTO

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