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Publicado em: 02 Setembro 2026

Paulo Pereira tomou posse como primeiro reitor da Universidade Técnica do Porto

Num marco coletivo de extrema importância para a cidade, para a região e para o país, Paulo Pereira tomou posse, no dia 1 de setembro, como Reitor da recém-criada Universidade Técnica do Porto. Tomaram, ainda, posse a Comissão Instaladora, a Equipa Reitoral, o novo Conselho de Gestão e os Diretores das Unidades Orgânicas

Paulo Pereira é o primeiro Reitor da Universidade Técnica do Porto. A cerimónia de tomada de posse decorreu na manhã do dia 1 de setembro de 2026, no Auditório Magno do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), absolutamente lotado. Presente esteve, como não podia deixar de ser, o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, que deu posse ao Reitor, à Comissão Instaladora e ao novo Conselho de Gestão.

A Comissão Instaladora é o órgão colegial responsável por acompanhar o processo de instalação da Universidade Técnica do Porto, assegurando as condições necessárias à sua consolidação institucional e ao desenvolvimento do seu projeto. Compete-lhe, entre outras, definir as linhas gerais de orientação da Universidade nos domínios científico, pedagógico, financeiro e patrimonial; e aprovar os planos anuais de atividades, bem como o orçamento e as contas consolidadas. É a Comissão Instaladora que apresenta à Tutela instrumentos de planeamento e avaliação.

Por sua vez, Paulo Pereira, Reitor da Universidade Técnica do Porto, deu posse à equipa reitoral que o acompanha, quatro Vice-Reitores, seis Pró-Reitores e dois Administradores (da Universidade e dos Serviços de Ação Social), assim como aos Diretores das Unidades Orgânicas que integram a Instituição.

Várias personalidades da vida civil, política, social e cultural da região marcaram presença neste dia histórico para a Universidade, a região Norte e o país: Pedro Duarte, Presidente da Câmara Municipal do Porto; Álvaro Santos, Presidente da CCDR-Norte; Pedro Nuno Teixeira, Reitor da Universidade do Porto; Francisco Porto Fernandes, Presidente da FAP; Joaquim Mourato, Presidente do Conselho Diretivo do IES; Nuno Fonseca, Presidente da CIM do Tâmega e Sousa; Dom Manuel Linda, bispo do Porto; Luís Loures, Presidente do CCISP; Luís Miguel Ribeiro, Presidente da AEP; e Rosário Gâmboa e Luís Soares, antigos Presidentes do Politécnico do Porto, entre outras entidades.

A cerimónia iniciou com o brilhante momento musical protagonizado ao piano pelo Professor Carlos Azevedo, da Faculdade de Artes Performativas da Universidade Técnica do Porto.



Fernando Alexandre
marca a abertura da cerimónia com um discurso entusiasta e defensor da modernização do Ensino Superior em Portugal. O Ministro vê a Universidade Técnica do Porto como "um projeto importantíssimo para o ensino superior português", mas também "para a cidade do Porto, para a região Norte e para Portugal". Fernando Alexandre defendeu que esta nova universidade "dá corpo" a uma reivindicação antiga por partes das instituições por mais "autonomia estratégica". Esta transformação surge, assim, promovida por este executivo, que "dá espaço para que a realidade mude" e as Instituições possam se desenvolver com novos instrumentos e em espaços estratégicos mais amplos e internacionais. Assegurou, ainda, o Ministro que à recente publicação da alteração do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) se segue uma nova Lei da Ciência e Inovação, que deverá ir a Conselho de Ministros ainda este mês, bem como a revisão do regime dos graus e diplomas, tendo como uma das suas grandes consequências a avaliação dos cursos TeSP. Alterações estas que se juntam ao novo regime de Ação Social, já em vigor.

Para encerrar a cerimónia, usou da palavra Paulo Pereira. O Reitor definiu a criação da Universidade Técnica do Porto como a "concretização de um desígnio institucional que nasceu da ambição coletiva da comunidade académica, amplamente consensualizado", reforçando que a nova universidade nasce com um "modelo de complementaridade" e não concorrencial ou redundante, assente num modelo binário, que irá "formar mais estudantes" e apoiar a "criação de empregos mais qualificados" na região. Para a comunidade académica, nas palavras do primeiro Reitor, abriu-se hoje "uma nova etapa" para a qual a nova universidade já parte com "alicerces sólidos". A transformação do Politécnico do Porto em universidade não é "um prémio de consolação pelo nosso passado, mas um contrato com o futuro. Um desafio exigente, mas promissor e compensador". Esta transformação só foi possível devido "ao sustentado desenvolvimento institucional construído ao longo de décadas" e, assim sendo, a criação da nova universidade surge como "expressão de uma trajetória de evolução consolidada, mais do que uma rutura estrutural".

Paulo Pereira aproveitou para elogiar as alterações introduzidas pelo novo RJIES, preconizando um "reforço da autonomia das instituições, um aumento da flexibilidade e mobilidade entre os dois subsistemas" que possibilitará uma oferta formativa "mais diversa" e um ensino "mais moderno e adaptável às mudanças tecnológicas e às necessidades do mercado de trabalho", produzindo um impacto acrescido na "transformação das regiões e na economia nacional". Paulo Pereira promete que a Universidade Técnica do Porto será "uma força transformadora".

O Reitor deixou um profundo agradecimento a Fernando Alexandre por este "momento histórico", reconhecendo o empenho do Ministro, a sua "coragem política" e a "confiança depositada" nesta comunidade académica. Paulo Pereira agradeceu ainda às entidades parceiras pelo seu papel nesta transformação, nomeadamente aos Municípios da Área Metropolitana do Porto, à Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. "Votos de uma longa vida à Universidade Técnica do Porto", desejou no fecho da sua intervenção. 



Várias foram as tomadas de posse nesta manhã histórica. Segue-se um resumo de todas as
personalidades empossadas, por órgão de governo e de gestão da Universidade Técnica do Porto.

Reitor
Paulo Pereira

Comissão Instaladora 
Paulo Pereira (Reitor) 
Francisco Assis (Deputado ao Parlamento Europeu) 
Isabel Pires de Lima (Professora catedrática e emérita da UP, ex-Ministra da Cultura) 
António Tavares (Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto e do Auditor de Defesa Nacional) 
Inês da Mota Sá (Presidente do Conselho de Administração da Agrimota)

Equipa Reitoral

Vice-Reitores 
Fernando Magalhães (Desenvolvimento Institucional e Cooperação com a Sociedade e Comunidade Académica) 
Maria João Viamonte (Investigação e Cooperação Internacional) 
Celda Morgado (Ensino, Avaliação e Inovação Pedagógica) 
Paulo Ferraz (Desenvolvimento Estratégico, Finanças, Inovação e Infraestruturas)

Pró-Reitores
Carlos Ramos (Relações Internacionais) 
Flávio Ferreira (Empregabilidade e Alumni) 
Isabel Praça (Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento) 
Nuno Bettencourt (Transformação Digital e Sistemas de Informação) 
Olívia Marques da Silva (Cultura) 
Raquel Pereira (Gestão dos Serviços Académicos)

Administradores
Ana Rute Morim (da Universidade Técnica do Porto) 
Carla Padrão (dos Serviços de Ação Social)

Conselho de Gestão
Paulo Pereira
Fernando Magalhães
Maria João Viamonte
Paulo Ferraz
Ana Rute Morim

Diretores das Unidades Orgânicas
Roque Brandão (Instituto Superior de Engenharia do Porto)
Manuel Moreira da Silva (Faculdade de Ciências Empresariais do Porto, anterior ISCAP)
Alexandre Pinto (Faculdade de Educação, anterior ESE)
Marco Conceição (Faculdade de Artes Performativas, anterior ESMAE)
António Pinto (Escola Superior de Tecnologia e Gestão)
Miguel Saúde (Escola Superior de Saúde)
António Melo (Escola Superior de Hotelaria e Turismo)
José Quinta Ferreira (Faculdade de Media, Artes e Design, anterior ESMAD)

Recorde-se que, no passado mês de maio, o Conselho de Ministros havia aprovado o decreto-lei que assegurava a reconfiguração do Politécnico do Porto em Universidade Técnica do Porto, bem como a sua consequente integração no subsistema universitário. O processo de reconfiguração mereceu pareceres favoráveis do Conselho Coordenador do Ensino Superior, do Instituto para o Ensino Superior e da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.

A 1 de junho, precisamente para assinalar essa transformação, o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, e o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, haviam visitado o então P.PORTO. A situação ficaria oficializada no mês seguinte, a 17 de julho, com a publicação em Diário da República do Decreto-Lei n.º 145/2026, que procedeu à criação, definitiva e oficial, da Universidade Técnica do Porto, tendo os Estatutos Provisórios da Universidade Técnica do Porto, em regime de instalação, sido aprovados e publicados pela Portaria n.º 332-A/2026/1, de 11 de agosto.

Num percurso com uma história com mais de 174 anos dedicados ao ensino, ao conhecimento, à inovação e ao desenvolvimento da nossa região e do país, a Universidade Técnica do Porto abre, agora, uma nova etapa no Ensino Superior em Portugal. Este é um momento de orgulho coletivo. Um momento que pertence aos milhares de estudantes, diplomados, docentes, investigadores, técnicos e parceiros que, ao longo de gerações, ajudaram a construir uma instituição de excelência, aberta ao mundo e profundamente comprometida com a sociedade.

Levamos connosco a identidade, os valores e a proximidade que sempre nos definiram. Honramos o passado, celebramos o presente e abraçamos o futuro com confiança, ambição e responsabilidade.

A Universidade Técnica do Porto está ao serviço das pessoas, da região e do país. O Futuro é hoje!

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