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Porto Design Factory lança dois programas de aceleração nas áreas do design e música

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Porto Design Accelerator e Beta Sound System foram apresentados hoje, na presença do Secretário de Estado da Indústria, e arrancam em abril.


Foi a partir do Porto, mais concretamente da Porto Design Factory, que foram lançados hoje, 3 de janeiro, com a presença do Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, dois programas de aceleração pioneiros e únicos a nível nacional.

O Porto Design Accelerator é um programa que alia o design à manufatura portuguesa, apoiando start-ups focadas no desenvolvimento de bens de consumo produzidos em setores industriais, desde a moda à metalomecânica, dos produtos urbanos ao mobiliário ou da área automóvel à cortiça e à cerâmica, entre outros. Este acelerador será desenvolvido pela Porto Design Factory, em parceria com o TICE.pt - Pólo das Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica e com a Câmara Municipal do Porto.

Destina-se a apoiar a inovação na indústria do design de bens de consumo através da criação, lançamento e crescimento de start-ups focadas em produtos físicos. Este acelerador fornecerá suporte aos empreendedores, conectando-os à comunidade crítica, educadores, mentores, especialistas, fabricantes e retalhistas. O grande objetivo é transformar ideias em produtos físicos de grande consumo, aliando o design a setores industriais portugueses e não só: novos produtos para infraestruturas urbanas, mobiliário, moda, metalomecânica e moldes, setor automóvel e aeroespecial, cortiça, cerâmica e novos produtos emergentes, entre outros.

O Beta Sound System é o primeiro programa português de aceleração de novas ideias de negócio para a indústria da música, desenhado para apoiar o trabalho dos mais brilhantes artistas, investigadores e empreendedores e as mais promissoras start-ups na indústria da música. Este acelerador foi concebido e será gerido pela Porto Design Factory e pela Casa da Música, contando com a parceria estreita da Antena 3. As candidaturas decorrem entre 3 de janeiro e 28 de fevereiro. Serão selecionados cinco projetos para cada um dos programas, que começam a desenvolver os seus projetos a 1 de abril.

Pretende apoiar o surgimento de uma nova geração de negócios, produtos e tecnologias da música, desde a criação musical até às novas formas de consumo de música, fornecendo apoio 360 graus a equipas de empreendedores com ideias inovadoras de negócios music-driven. O programa ligará os empreendedores com o ecossistema de empreendedorismo, com os principais stakeholders da indústria musical, e com mentores, peritos e recursos de prototipagem necessários para transformar ideias promissoras em produtos inovadores. Para ambos os programas, os interessados deverão candidatar-se entre 3 de janeiro e 28 de fevereiro. Segue-se um período de avaliação e decisão, começando as dez start-ups vencedoras a trabalhar a partir de 1 de abril e ao longo de seis meses. As primeiras 12 semanas serão dedicadas ao desenvolvimento de produto, com um programa educativo tailor made e mentoria especializada, culminando num demo day. Nas restantes 12 semanas, as start-ups receberão um programa ready to scale, focando-se nas fases de financiamento, produção e acesso ao retalho. As start-ups vão trabalhar, em permanência, na Porto Design Factory ao longo das diferentes fases do projeto.

"Na plateia [da apresentação pública] tínhamos a IKEA, a Sonae, muita indústria, o que prova que a relação da Porto Design Factory e do Politécnico do Porto com a indústria é longa e que a indústria reconhece essa relação como muito proveitosa. Estes dois aceleradores vão permitir criar um sistema, um método, para que novas ideias de negócio se cruzem com a indústria, que sejam fonte de inovação em setores na música e no design", comentou o Secretário de Estado da Indústria. "A fronteira entre indústria e criatividade é muito ténue e no futuro ainda mais ténue será, talvez até desapareça. Isso tem sido claro em vários setores (confeções, vestuário, calçado, cerâmica, mobiliário), mas vai acontecer em todos os setores (tecnologia, metalomecânica, etc). O que a Porto Design Factory está a fazer é antecipar isso, preparar-se com a indústria para encarar esse tempos e para encarar o design como fonte de inovação tão ou mais importante do que a ciência ou a tecnologia", concluiu João Vasconcelos.

Autor

miguel.carvalho@sc.ipp.pt

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