No passado dia 27 de fevereiro, o PORTIC, no Porto, recebeu o Simpósio – Arte, Ciência e Tecnologia: Diálogos Contemporâneos, uma iniciativa integrada nas comemorações dos 30 anos do curso de Produção e Tecnologias da Música da ESMAE.
Docentes, investigadores, artistas e antigos estudantes reuniram-se num espaço que se assumiu como verdadeiro laboratório de pensamento crítico. Mais do que discutir a tecnologia enquanto ferramenta utilitária, o encontro propôs olhá-la como matéria filosófica, estética e política, explorando os territórios híbridos onde arte, ciência e tecnologia se cruzam, contaminam e, por vezes, entram em tensão.
Organizado no âmbito do Mestrado em Artes e Tecnologias do Som (MATS), o simpósio procurou refletir sobre estas três dimensões não como áreas isoladas, mas como modos complementares de interrogar o mundo, produzir conhecimento e imaginar futuros possíveis. Entre proximidades férteis e fricções inevitáveis, o evento abriu espaço à escuta, ao questionamento e à experimentação, valorizando práticas que habitam zonas de fronteira.
O programa incluiu mesa-redonda, apresentações de projetos de investigação, performances e instalações sonoras, promovendo um diálogo interdisciplinar alargado. Em destaque estiveram as instalações “Ossos do precipício”, de Marta Oliveira e Tomás Camacho, e as performances “Praxinoscópio esquizofónico”, de Tomás Camacho e “Velho Animal”, de Diogo Ferreira, Marco Soares, Rodrigo Neto , que exploraram a dimensão sensorial e experimental da criação artística contemporânea.
A iniciativa foi organizada pela ESMAE, em articulação com o Politécnico do Porto, o PORTIC, o i2ADS - Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade e o MATS – Mestrado em Artes e Tecnologias do Som.

