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Gestão do Stress em Tempos Conturbados

Presidência

O P.PORTO promove, nos dias 11 e 15 de dezembro, um workshop que visa melhorar a qualidade de vida e a prevenção do stress na sua comunidade


As condicionantes à atividade profissional e às relações familiares e sociais, motivadas pelo atual contexto pandémico, a constante incerteza e insegurança instaladas têm contribuído de forma agravada para o aumento da ansiedade e de quadros potencialmente depressivos que importa conhecer e combater.

Para a psicóloga clínica Zita Sousa, docente na Escola Superior de Saúde (ESS) do P.PORTO, "a persistência e prolongamento da pandemia conduz, potencialmente, à manifestação de desconforto ou disfuncionalidade perante a nova realidade". Efetivamente, "a pandemia impõe momentos de confinamento, restrição de contactos sociais e de mobilidade, perda da liberdade, bem como perdas financeiras e afetivas".

Estes constrangimentos  - explica Zita Sousa - "podem conduzir à experiência de irritabilidade, impaciência, desânimo, sentimentos de  impotência, burnout e dificuldades na gestão vida pessoal-profissional". O stress pode persistir "num ciclo vicioso negativo, produzindo alterações neurofisiológicas (níveis elevados de cortisol, problemas de sono), que se associam a particularidades a nível cognitivo (catastrofização, pessimismo) e a nível emocional (medo, raiva, tristeza) que, por sua vez, levam a pessoa a reagir comportamentalmente ao stress com estratégias inúteis, ineficazes e, até, prejudiciais".

Nesse sentido, enquadrado pela preocupação da Presidência do Politécnico do Porto em promover a qualidade de vida e a prevenção do stress na sua comunidade, preparou o wokshop Gestão do Stress em Tempos Conturbados, de frequência gratuita, aberto à participação de docentes e funcionários não docentes, que decorrerá nos dias 11 e 15 de dezembro.

O workshop inclui duas sessões (de duas e meia cada), a primeira tem o objetivo de consciencializar os participantes acerca do seu padrão de reatividade ao stress e conduzi-los a identificar as suas estratégias disfuncionais quer no lidar com a incerteza e o medo da imprevisibilidade do futuro, quer na adaptação às novas circunstâncias; a segunda procura educar os participantes acerca da resposta, em vez da reação ao stress, permitindo-lhes conhecer e experienciar estratégias funcionais de autoconhecimento, autocuidado e autorregulação cognitiva, emocional e comportamental.

"A jornada da gestão do stress faz-se praticando, pelo que esta formação é uma amostra do que é possível. Penso ser útil quer para quem está a dar o primeiro passo, quer para quem já faça a caminhada", conclui Zita Sousa.

Mais informações e inscrições no link em baixo.

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Autor

GCDI |P.PORTO

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